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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

História da Aldeia

"Não esqueço, perdoem-me, o entusiasmo que vivemos com o grupo etnográfico e folclórico. Todos os dias os serões eram passados em ensaios na Casa do Povo. Todos os dias qualquer de nós tinha de se levantar ás 4.00 h da manhã para os nossos trabalhos: eles a pé para os trabalhos agrícolas; eu, como professora em São Geraldo, fazia o meu percurso para a Escola na carroça do Correio que partia ás 4.00 h da manhã."


by Anastácia Salgado Mestrinho, in Ciborro, uma aldeia diferente no Alentejo

terça-feira, 19 de julho de 2011

Uma Aldeia Diferente!

"Neste periodo de António Bento e Jerónimo Carapinha, peças proibidas pelo regime foram representadas por estes amadores teatrais. Exemplo disso temos algumas obras de Ramada Curto, o dramaturgo mais querido dos ciborrenses. As peças " A Fera" e " Duas Causas" nunca foram esquecidas por ninguém como representações, levadas á cena por mais de uma vez (lembramos a representação no Rádio Cine de Montemor a favor dos Bombeiros Voluntários e do Asilo de Infância)"


in Ciborro, uma aldeia diferente no Alentejo da Drª Anastácia Salgado

sábado, 14 de maio de 2011

Mulheres do Alentejo na República

No passado dia 19 de Abril na Academia das Ciências de Lisboa, com a apresentação da ex ministra da saúde Drª Maria de Belém Roseira, foi apresentado o Livro “ Mulheres do Alentejo na República” da autoria dos ciborrenses Drª Anastásia Mestrinho, Carlos Emílio Carapinha e Drª Idalete Giga.
Este livro retrata as "vidas" de mulheres alentejanas que a história reconhece, quer sob o aspecto económico, quer nos seus reflexos políticos, sociais e culturais.

É com prazer que damos esta notícia e agora apelamos á apresentação do livro cá no nosso cantinho!

Para mais informações: tartaruga.editora@gmail.com

fonte:http: http://www.tartarugaeditora.blogspot.com/

terça-feira, 26 de abril de 2011

História da Aldeia

"...Mais tarde, apartir de 1941, viria o grupo dramático a representar na Casa do Povo, construida nessa altura. Naquele tempo a entrada era paga, pois as representações eram sempre de beneficência e a favor de alguma pessoa mais necessitada -por doença ou por outra situação- e residente na aldeia. A lotação esgotava-se sempre. Quanto ás peças que eram levadas á cena, recordo por aquilo que me foi dito por António Bento, que as comédias eram sobretudo o que mais agradava á população."


in Ciborro, uma aldeia diferente no Alentejo da drª Anastácia Salgado

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

História da Aldeia

"..., os habitantes do Ciborro sempre gostaram de ser eles próprios os actores nas peças que gostavam de representar. E gostavam de peças de bom conteúdo social, não o teatro brejeiro ou de mau gosto, se bem que o humor fosse apreciado. Lembro de me contarem que a primeira peça teatral representada por estes pioneiros do Ciborro teria subido á cena em 1921 ou 1922 e foi mestre carpinteiro Francisco Padrão (oriundo de Ervedal, aldeia entre Fronteira e Avis) o seu ensaiador."
in Ciborro, uma aldeia diferente no Alentejo da Drª Anastácia Salgado

domingo, 5 de dezembro de 2010

História da Aldeia

Vamos lá a tomar atenção ao que realmente nos destingue dos demais:


"Era, apesar das desgraças relatadas, uma geração de casais alegres, de gente que vivia com projectos de futuro para a sua aldeia, e muito vocacionada para a parte cultural ( bailaricos, festas carnavalescas, aproveitamento para festejos de todos os eventos que surgissem, sobretudo teatro). Todas estas actividades tiveram sempre um carácter de solidariedade, cujos resultados monetários eram doados para fins de desenvolvimento da aldeia ou fins humanitários. Foi uma geração de crescimento, mas ainda não de consolidação."

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

História da Aldeia

As PFC voltam a aconselhar a leitura do Livro da Drª Anastácia a muito bom gente que se diz ciborrense. Ás vezes não basta parece-lo...




"Não podemos esquecer que o Senhor Taveira muito ajudou ao nascimento do Ciborro com a sua atitude dinamizadora.

Para consultar um médico recorria-se a Montemor-o-Novo (era um Dr. Mendes o mais procurado). Para resolver assuntos administrativos, recorria-se ao Secretário da Câmara Municipa (o Sr. Barreto), a quem chamavam o advogado dos pobres, que ajudava a resolver a hipoteca de casas e a procura da resolução para uma melhor forma de sobrevivência dos habitantes do Ciborro. Foram tempos dificies os que então se viveram."


in Ciborro, uma aldeia diferente no Alentejo da Drª Anastácia Salgado

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

História da Aldeia

"Mesmo com todas as vicissitudes vividas, houve actividades culturais que os habitantes do Ciborro sempre gostaram de incrementar. Uma das principais foi o TEATRO como já mencionamos. Se bem que passassem pela aldeia grupos de itinerantes, a que ninguém faltava, e que actuavam no que foi mais tarde o Largo da Casa do Povo, ou circos ou qualquer actividade musical que fazia as suas digressões pela província, os habitantes do Ciborro sempre gostaram de ser eles próprios os actores nas peças que gostavam de representar."

in Ciborro, uma aldeia diferente no Alentejo da Drª Anastácia Salgado

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

História da Aldeia

Ora aqui vai mais 2 kg de cultura da boa....
"O único proprietário era a Familia de Valenças, que como tinha aforado e vendido, não explorava por isso os trabalhadores, á qual estes pagavam pequenas mordomias, muitas vezes adiadas e até ás vezes não pagas. De tal forma este fenómeno se torna diferente das terras de onde os habitantes vieram que a atitude de solidariedade, de entreajuda, de vivência comunitária se tornaram tão visiveis, que já no tempo do periodo Salazarista, lhe chamavam a República Independente do Ciborro (por ironia claro!). Repudiando veemente o regime viegente não havia, aliás, correntes ideológicas de direita ou de esquerda que dominassem a população. Havia uma grande união, não pela posse da terra, mas sim um povo unido pelo direito ao trabalho, forma de actuação que lhe advém do Anarco-Sindicalismo..."

in Ciborro, uma aldeia diferente no Alentejo da Drª Anastácia Salgado
As PFC voltam a aconselhar a leitura do Livro da Drª Anastácia a muito bom gente que se diz ciborrense. Ás vezes não basta parece-lo...

terça-feira, 4 de agosto de 2009

História da Aldeia

Isto que é cultura da boa ninguém comenta…

“ Muitas tentativas houve a partir desta data, para se chamar a esta nova povoação a Aldeia Nova de Valenças, nome que nunca vingou porque o povo que nem sempre se regula por coisas oficiais e ás vezes só pelo seu próprio critério ou gosto continuou a chamar-lhe Ciborro”- assim afirma o Prof. Leite de Vasconcelos, na sua obra Etnografia Portuguesa, Vol 1 "”

in Ciborro, uma aldeia diferente no Alentejo

domingo, 17 de maio de 2009

História da Aldeia

Para que não nos acusem de termos aqui um espaço apenas de bebedeiras, aqui fica mais um inspirador momento da rica história da nossa aldeia!

" O primeiro conde de Valenças foi Luis Leite Pereira Jardim, par do reino, doutor de capelo e lente da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra...... . O conde de Valenças foi um homem de notável inteligência que se revelou desde estudante, tendo sido dos alunos mais classificados do seu tempo de Universidade."
in Ciborro, uma aldeia diferente no Alentejo

Depois venham para cá dizer que não ensinamos nada a ninguém!

sábado, 28 de fevereiro de 2009

História da Aldeia

No Livro da Drª Anastácia, surge na página 23 uma pergunta á qual vamos finalmente responder, ora tomem atenção:

“Quando qualquer evento deste género (teatros e encenações) acontecia no Ciborro, não passava despercebido que gente de fora, uns disfarçados de caixeiros viajantes, e outros como simples passantes, nos vinham visitar. COM QUE INTENÇÃO?”
Alguém ainda sabe a resposta?

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

A História da Aldeia

Mais uma novidade, um miminho para os nossos leitores, vamos publicar periodicamente excertos do livro "Ciborro, uma aldeia diferente no Alentejo" da Drª Anastácia Salgado. Aqui fica o primeiro...
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"As aldeias ou pequenas vilas que ficavam á volta da região geográfica onde mais tarde veio a nascer o Ciborro, como por exemplo Coruche , Arraiolos, Sabugueiro, São Pedro da Gafanhoiera, São Geraldo, Benalfange e Montemor-o-Novo, já com tradição, teriam tido relações de vizinhança como casamentos, participação em festas populares, troca de produtos, trabalhos agrícolas conjuntos, entre outras, como era costume da época.
Portanto, é bem visivel que estamos na presença de uma variada aculturação de costumes entre estrangeiros e autóctones."
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Agora, o engraçado da coisa era se sublinhassem as palavras dificies e deixassem nos comentários a vossa sigela opinião sobre este assunto.